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ID: 183 | Conto erótico Fictício
Autor: nibelungo
Em Português de Portugal
Adicionado: 2010-06-14 00:37:53
Hits: 325

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Maria - Capítulo 1

Dedico este conto a Maria, uma mulher que conheci há poucos dias, que noutras circunstâncias e se a diferença de idades não fosse tão grande, podia ter mudado o rumo das nossas vidas. Não é da minha família ao contrário do que se pode concluir do conto.
A Maria do conto, está inspirada nela. Espero ver-te em breve de novo, Maria!

Capítulo 1 - Outros valores mais altos se levantam!

“Olá Maria!” – Jorge estava a telefonar à sua jóvem cunhada com o propósito de a ver.
“Oi Jorge! Como estás? Que tal a viagem?
“Viagem? Que viagem?”
“Então não estás com elas a caminho de Badajoz?”
“Não. Foram as duas no carro da Teresa. Sairam mais ou menos há uma hora. Eu fiquei cá. O teu pai continua no Porto, não?”
“É! Vem depois de amanhã. Assim que fiquei eu sozinha. Mas como é que não acompanhaste a tua mulher e a tua querida sogra?”
“Outros valores mais altos se levantam!”
“Mas há valores mais altos, que acompanhar a tua querida esposa?”
“Claro que há! Sabes pouco da vida, querida…”
”E não te chateias aí sozinho?”
“Claro que sim! Mas conto contigo, para mudares essa situação. Se quiseres vir, faço-te o teu prato favorito. De entrada, uma Insalata Caprese, já fui comprar Basilicum e Mozzarella di bufala. Depois, Caril de Gambas com espinafres, acompanhado com arroz basmati”e a sobremesa é surpresa.” – Maria adorava os petiscos do cunhado. – “Posso ir buscar-te a casa. Ahhh… e também te mostro uma coisa que vais gostar de ver. Um produto da mais alta e moderna tecnología de espionagem. Garanto-te que nunca viste nada, nem parecido. Vais ficar abismada!”
“Aceito! Mas não venhas, que o pai deixou aqui o carro e vou já para aí. Mas olha que se a Teresa telefonar, não lhe digas nada. Ela tem uns ciúmes doidos de mim… e nem sei porquê, mas ela é assim.” – Jorge sabia porquê. A mulher já o tinha surpreendido a observá-la quando ela fazia topless no Algarve e tinha-lhe armado um escándalo de todo o tamanho. Além disso, as mulheres sabem farejar o desejo que os maridos e namorados sentem por outras mulheres, como era o caso.
Jorge começou logo a preparar o caril. Era um prato de confecção rápida e tempo era coisa que ele não podia desperdiçar, para o objectivo que tinha em mente.
Meia hora depois chegou Maria. Estava linda e boazona como sempre. – Ai filha! És toda cona! É hoje que te vou comer até ao tutano… – Pensou, com o desejo a aumentar em progressão geométrica.
“Já está tudo preparado. Em meia hora está pronto e comemos rapidinho, que quero mostrar-te o meu novo material.” – Disse enquanto a beijava e aspirava o cheiro delicioso de First de Van Cleef, o perfume habitual de Maria, misturado com o subtil aroma de fêmea que ela sempre exalava. Que feromonas tinha a bandida!
“Matas-me de curiosidade. Conta-me tudo.”
Enquanto o caril fervia na panela de barro e o arroz basmati se fazia a fogo muito lento, Jorge pegou-lhe na mão e levou-a à sua sala das engenhocas.
“Toma e observa. Que vês?” – Tratava-de de um minúsculo cilindro que parecía de vidro, com seis milímetros de diámetro, por quatro de espessura e um pequeno filamento metálico negro, de uns quatro centímetros. – “Vem! Vemos isso na sala.”
Sentaram-se no sofá. Maria era licenciada em engenharia de telecomunicações e adorava tudo o que estivesse relacionado com tecnología de informática e telecomunicações. Estava tão fascinada como intrigada.
“Que é?”
“É uma câmara minúscula de alta definição, com zoom, microfone de alta sensibilidade, autonomía para duas horas e pode ser activada à distancia por radio controle, ou por ruido se for programada para isso. Se for apanhada por mãos erradas, autodestroi-se. Pode recarregar-se setecentas vezes, portanto tem uma vida útil de mil e quatrocentas, mas em certos casos, chega a durar mil e novecentas, ou mesmo duas mil…”
“Deste tamanho? E como se carrega?”
“Sim, É uma tecnología que só a CIA e a Mossad possuem. É fabricada na China, tem alguns componentes da Malasia e só eu tenho acesso à fábrica, que está proibida de a vender a particulares. Carrega-se por indução electromagnética, como essas escovas de dentes eléctricas. Não te posso contar mais… Agora vamos para a cozinha. Dá-me o meu spy toy.”
“Já a experimentaste?” – Jorge sorriu-lhe.
“Claro! Anda, vamos comer. Posso colocar quatro nesta sala e filmar-nos com uma qualidade video e audio, que nem te passa pela cabeça…”
O almoço estava uma maravilha.
“Como cozinhas! E não sei o que fazes ao arroz, que é diferente de tudo o como por aí.”
“É cozido sem sal e é o molho do Curry, que lhe dá o sabor. E depois de feito, é polvilhado com coentros frescos bem migados. É sempre servido por mim, por isso não te apercebes de certos detalhes. Ainda bem que gostas.”
“És um espanto! Devia roubar-te à minha irmã.”
“Coisas mais impossíveis já se viram. E tenho muito mais coisas em comum contigo que com ela.” – Respondeu Jorge com um sorriso de orelha a orelha.
“Deixa de dizer parvoíces!”
Jorge riu-se a bandeiras despregadas.
“Ou seja, tu é que dizes a parvoíce e em cima apertas comigo…”
“Tens razão! Esquece.” – Maria estava ruborizada, coisa que Jorge nunca pensou que fosse possível. Será que sentía algo mais que amizade por ele?
“Vai para a sala. Tomamos lá o café. Entretanto acende a televisão, selecciona o canal 55 e observa, que entretanto chego eu com os cafés.”
Quando Jorge entrou, Maria estava boquiaberta. Pela televisão assistia ao almoço que tinha acabado de protagonizar com ele, a imagem era excelente, o ecrã estava dividido em quatro, para se ver a cena desde quatro ângulos diferentes e o som envolvente, reproduzido pela aparelhagem quadrifónica da casa, não tinha nenhum tipo de ruido de fundo, nem distorção.
“Nem acredito Jorge! Isto é uma revolução inimaginável!”
“E como vês, nem a imagem nem o som estão manipulados. Como viste estive sempre contigo.”
“Fabuloso! Já pensaste no que se pode fazer com isto? E o poder que uma coisa assim te põe nas mãos?” – Jorge sabia-o perfeitamente e estava a ponto de utilizá-lo.
“Sim! Eu e o Eugénio já temos a nossa agência secreta de detectives, com uns cabeças de turco à frente, que nem imaginam como se conseguem as imagens, nem nos conhecem a nós pessoalmente. São bem pagos e sabem que se quiserem meter o nariz onde não devem, estão imediatamente no desemprego. Não imaginas a quantidade de cornudos e esposas desconfiadas que estão a pagar os nossos serviços a peso de ouro… Agora vai à cozinha e tenta encontrar as câmaras.”
Ao fim de cinco minutos, Maria completamente derrotada, desistia. O que ela não sabia é que Jorge já as tinha retirado.
“Desisto. Mostra-me onde estão.”
“Não, já sabes mais do que devias saber. Não te contei tudo sobre as câmaras, nem como se podem ocultar. É quase tão revolucionário como as próprias câmaras.”


Adicionado: 2010-06-14 00:37:53
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